A vida do Livreiro A. J. Fikry

a vida do livreiro A. J. Fikry

Em uma pequena ilha, uma pequena livraria, um apaixonado por livros. Ranzinza, crítico mas muito cativante, o livreiro recebe um presente inesperado e sua vida (que já estava de cabeça para baixo) dá mais uma chacoalhada.

O amor pelos livros, pela loja e por todas as histórias que podem ser contadas, faz desta uma leitura gostosa e muito rica. Uma representante de vendas, um policial, uma professora de dança, uma professora de teatro… personagens amarrados em uma narrativa que prende e encanta o leitor.

Ficha do livro
A vida do livreiro A. J. Fikry
Garielle Zevin
Editora Paralela
Ano: 2014
192 páginas

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Dia do Beijo

13 de abril é o Dia do Beijo. Mas, de onde vem este dia?

Dia do BeijoA origem é incerta, mas conta a lenda que em 13 de abril de 1882, em uma vila italiana existia um homem chamado Enrique Porchelo, que beijava todas as mulheres que encontrava, não importando se eram ou não comprometidas,.
Em 13 de abril daquele ano, o padre da região ofereceu um prêmio em moedas de ouro para a primeira mulher que se apresentasse e que não tivesse sido beijada por Enrique, porém nenhuma mulher se apresentou.
Além da lenda, acredita-se que a pequena fortuna está escondida, em algum local da Itália até hoje.

Pinóquio – leitura do dia da mentira

Pinoquio dia da mentira

Que tal terminar o dia contando história para as crianças na cama? Muitas vezes eles pedem e criar este hábito é muito importante. É um momento de compartilhar junto, de estar junto (sem interferências eletrônicas) e de cultivar o delicioso gosto por ler e pelos livros.

Pra quem vai começar hoje, Pinóquio é uma boa pedida: comemora o dia 1º de abril e leva a imaginação para passear!

Adaptado em 1940 pela Disney, a obra do italiano Carlo Collodi (pseudônimo de Carlo Lorenzini) conta a trajetória de um boneco de madeira, suas aventuras (e desventuras) até se transformar em um menino de verdade.

Em tempos de politicamente correto, muito se questiona sobre o conceito de “crime/castigo/absolvição”, que é a base desta história, portanto, saiba que a versão original é muito mais forte, com um personagem principal desajustado, teimoso e ingrato, e lições de moral muito mais contundentes, próprias da educação autoritária do século XIX. Para quem se interessar, a versão original tem um resumo interessante no Wikipedia: por exemplo, o boneco mata o grilo falante com uma sapatada no começo da história (ou seja, acaba com problemas com a sua consciência! Fácil?).

Tem ainda, quem atribua conceitos subliminares de maçonaria à trama: Gepeto é um Demiurgo, “deus menor” do mundo físico, entidade que cria seres imperfeitos que são mandados para as armadilhas da vida material. Ele “deseja a uma estrela” que o menino ganhe vida, a centelha divina, por isso pede ao Grande Deus (Grande Arquiteto dos maçons) para infundir Pinóquio com algo da sua essência. A fada Azul representa o Grande Deus e confere ao boneco o dom da vida e o livre-arbítrio. Embora ele esteja vivo, ainda não é um “menino de verdade”. Para os estudiosos do assunto a vida real só se inicia após a iluminação (que vem com muito trabalho). Quando Pinóquio pergunta: “Eu sou um menino de verdade?”, A resposta da Fada é: “Não Pinóquio. Prove-se corajoso, verdadeiro e altruísta e um dia você será um menino de verdade”. Os ensinamentos maçônicos dizem que a salvação espiritual é algo que tem de ser merecida através da auto-disciplina, auto-conhecimento e força de vontade intensa.

Seja qual for a interpretação que você escolher, o fato de ler o livro e compartilhar este momento com seus filhos, sobrinhos, netos, cria laços muito fortes e saudáveis, incluindo, quem sabe, uma lição de moral aqui e outra lá.

As fotos que fiz são do livro lá de casa, publicado pela Ciranda Cultural, que tem efeitos sonoros e pop-up em algumas páginas.

pinoquio dia da mentira

pinoquio dia da mentira

Uma lição inesquecível

Livro Lição Inesquecível

Emocionante. No dia-a-dia de cidade grande, correria, sem nem virar para o lado, esta história real, que já tem 30 anos, ensina como um olhar diferente, de repente, pode mudar a vida (de quem olha e de quem é olhado).

Laura, uma executiva, e Maurice, um menino de rua, se encontram da forma mais inesperada: ela para e realmente olha quando ele lhe pede uma moeda.

Conceitos que a gente fala muito mas pouco põe em prática, como doação, comprometimento, entrega, se tornam palpáveis, tangíveis e necessários para mudar a realidade da vida. A sua realidade não precisa ser o que é. Às vezes conseguimos fazer isso sozinhos, às vezes uma ajuda cai muito bem.

A história de vida dos dois é ao mesmo tempo comum, todos conhecemos alguém em qualquer das duas situações (se é que não somos uma delas), e inusitada, porque ela parou e fez diferente o que todos faziam igual. Sem querer, mas ela parou.

Para além do conteúdo rico e cativante, minha imaginação viajou na descrição da cidade de Nova York. Violenta, suja, perigosa, isso em plena Rua 54, a 5 quadras do Central Park, entre o Carnegie Hall, o Moma e os teatros das Times Square. Um lugar completamente diferente do que se vê hoje em dia. Para quem não sabe, adoro história, então este aspecto do livro também me prendeu na leitura.

Parar e mudar uma atitude automática pode fazer a diferença de uma vida.

Ficha do livro
Uma lição inesquecível
LAURA SCHOROFF
Editora Universo dos Livros
Ano: 2013
Nº págs: 256