Ícones do cinema – 11 de junho

Com intervalo de 4 anos, o dia de hoje foi escolhido para o lançamento de 2 ícones do cinema para quem tem, digamos, uns 40 e poucos anos. O primeiro foi blockbuster total, ainda hoje leva espectadores às lágrimas e à firme convicção de vida extra terrestre. O segundo virou sinônimo de adolescência divertida e despreocupada. Quem não lembra, quem não assistiu pelo menos 2 vezes?

P.S.: e os traillers? Atração à parte para contar a história do filme. Muito bom rever.

Para sempre Alice – uma reflexão

para sempre alice

Ela já ganhou o Oscar (merecidíssimo), o filme já saiu do grande circuito, mas foi só ontem que consegui assistir Para sempre Alice.

Além dos comentários gerais sobre a atuação dela (e dele, Alec Baldwin estava muito bem!), a dor de ver alguém querido definhar ou a forma de lidar com uma notícia muito ruim, dois momentos do filme me chamaram a atenção:
1 – quando ela faz sua palestra sobre o mal de Alzheimer e diz que “vive cada momento” até porque não pode ser diferente;
2 – estou pronta para envelhecer?

Viver cada momento é o mais batido dos clichês de auto ajuda, mas nada pode ser mais verdadeiro do que viver isso quando você não lembra o momento anterior. E talvez, para todos que felizmente não vivem o drama desta doença, esta seja uma forma de aprender a viver o presente. Acho que vale como exercício. Não pense no momento anterior (nem no futuro). Quem sabe a gente aprenda a valorizar e a viver mais o agora.

Lembrei do post sobre o livro “Mulheres francesas não fazem plástica” e (claro, guardando TODAS as devidas proporções de um livro que fala sobre estética e um filme que fala sobre estar doente) o que escrevi em relação a aceitar a realidade. Difícil, muito difícil em uma situação extrema como a do filme. É exatamente como quando a personagem diz que preferia estar com câncer. É horrível a comparação, mas ela tem razão. Doenças físicas tem grupos de apoio, tratamentos medicamentosos, cirurgias (e sofrimento também, lógico). Doenças mentais acabam com a sua essência, com quem você é para si mesmo e para os outros e para isso não tem apoio. Tem, sim, que ter uma baita estrutura emocional…

O Sal da Terra

Filme O Sal da Terra

Eu tinha acabado de chegar em Barcelona, peguei o trem do aeroporto até o centro da cidade, mochila nas costas, em busca de um hostal para ficar. Subi as escadas do subterrâneo para a Plaça de Catalunya e vi crescer na minha frente a imagem gigantesca de uma menina, meio suja, muito séria. Esta imagem imensa envelopava toda uma esquina, impressa em um tecido sobre um edifício que estava em restauração. E em letras garrafais lia-se Sebastião Salgado – Terra

Senti o maior orgulho de ser brasileira e de ver um trabalho brasileiro com tanto destaque na Espanha (e na Europa de maneira geral). Isso foi em 1999.

Esta semana, 16 anos depois, assisti ao documentário O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. Uma incrível trajetória, um emocionante relato das opções que podemos fazer na vida. Recomendo.

Em São Paulo está em cartaz na Reserva Cultural – Av. Paulista.