Desafio Dulwich Gallery

No sul de Londres, a Dulwich Gallery lançou um desafio aos seus visitantes. Desde 10 de fevereiro, uma de suas obras expostas era falsificada.

Dulwich Gallery

A galeria encomendou de um estúdio de arte chinês uma reprodução de U$ 120 de uma obra do seu acervo, que ficou à mostra por 2 meses. A ideia foi do artista conceitual norte-americano Doug Fishbone, que substituiu 1 das 270 obras do museu. Segundo ele, a cultura chinesa, diferentemente da ocidental, não vê como problemática a réplica de artefatos culturais e artísticos (alguém tinha dúvida?).

O desafio fez sucesso: das 400 visitas diárias, o museu passou a receber 4.000.

E hoje foi o dia da revelação. A obra falsificada era do francês Jean-Honore Fragonard (séc XVIII).

Fragonard Dulwich Gallery

A obra da esquerda é a original. E para você, qual é o limite da réplica, da reprodução ou da pirataria?

Anúncios

Para sempre Alice – uma reflexão

para sempre alice

Ela já ganhou o Oscar (merecidíssimo), o filme já saiu do grande circuito, mas foi só ontem que consegui assistir Para sempre Alice.

Além dos comentários gerais sobre a atuação dela (e dele, Alec Baldwin estava muito bem!), a dor de ver alguém querido definhar ou a forma de lidar com uma notícia muito ruim, dois momentos do filme me chamaram a atenção:
1 – quando ela faz sua palestra sobre o mal de Alzheimer e diz que “vive cada momento” até porque não pode ser diferente;
2 – estou pronta para envelhecer?

Viver cada momento é o mais batido dos clichês de auto ajuda, mas nada pode ser mais verdadeiro do que viver isso quando você não lembra o momento anterior. E talvez, para todos que felizmente não vivem o drama desta doença, esta seja uma forma de aprender a viver o presente. Acho que vale como exercício. Não pense no momento anterior (nem no futuro). Quem sabe a gente aprenda a valorizar e a viver mais o agora.

Lembrei do post sobre o livro “Mulheres francesas não fazem plástica” e (claro, guardando TODAS as devidas proporções de um livro que fala sobre estética e um filme que fala sobre estar doente) o que escrevi em relação a aceitar a realidade. Difícil, muito difícil em uma situação extrema como a do filme. É exatamente como quando a personagem diz que preferia estar com câncer. É horrível a comparação, mas ela tem razão. Doenças físicas tem grupos de apoio, tratamentos medicamentosos, cirurgias (e sofrimento também, lógico). Doenças mentais acabam com a sua essência, com quem você é para si mesmo e para os outros e para isso não tem apoio. Tem, sim, que ter uma baita estrutura emocional…